Categoria exige reajuste salarial de 5,4% à vista no mês vigente; sindicato aguarda documento oficial para deliberação em assembleia nesta terça-feira.
A Prefeitura de Campo Grande e o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) encerraram, nesta segunda-feira (6), uma reunião de quase três horas no Paço Municipal sem alcançar um acordo formal sobre o reajuste do piso salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme). Com o fim das negociações técnicas, a categoria agora aguarda o envio de uma proposta oficial por parte da administração municipal até esta terça-feira (7).
O documento será submetido diretamente à votação em assembleia-geral extraordinária, convocada para as 18h na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). O presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, alertou que a falta de um documento formalizado por parte do Executivo resultará no rompimento definitivo do diálogo e na deflagração automática de uma greve geral da categoria.
Durante o encontro, que contou com a presença da Comissão de Educação da Câmara Municipal e de secretários das pastas da Casa Civil, Administração e Educação, a equipe técnica da prefeitura apresentou diferentes cenários orçamentários, mas não oficializou nenhuma contraproposta. Os representantes dos trabalhadores e os vereadores mantiveram-se irredutíveis na cobrança pelo cumprimento do compromisso anteriormente assumido pela prefeita Adriane Lopes: a concessão do reajuste de 5,4% à vista e aplicado já na folha do mês vigente.
Impasse e ausência política
De acordo com a liderança sindical, a expectativa inicial era que a reunião definisse apenas o cronograma de pagamento, restando o impasse entre os meses de agosto ou setembro. Contudo, o debate técnico travou na análise de remanejamento de verbas dentro do teto de gastos da educação municipal.
A prefeita Adriane Lopes não participou das tratativas, delegando as negociações ao corpo técnico. O secretário de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, esteve presente apenas na abertura da mesa de diálogo, retirando-se antes do início das discussões orçamentárias. O sindicato criticou a condução e informou que, a partir de terça-feira, passará a cobrar uma postura diretamente da chefe do Executivo.
Também acompanharam o encontro os vereadores Professor Juari Lopes, presidente da Comissão de Educação do Legislativo, Professor Riverton, vice-presidente, e Wilson Lands, membro do colegiado. Até o fechamento desta reportagem, os secretários municipais de Governo e de Educação não haviam respondido às tentativas de contato para se manifestarem sobre o andamento das negociações.

