Ayla Emanuelly, de 28 dias, estava sob os cuidados do Conselho Tutelar em Ponta Porã; caso segue em sigilo pela Depca.
A recém-nascida Ayla Emanuelly, sequestrada com apenas 28 dias de vida e resgatada em território paraguaio, retornou a Campo Grande nesta terça-feira (11). Desde a localização da menina, ocorrida na madrugada de domingo (9), a bebê permanecia sob a guarda provisória do Conselho Tutelar de Ponta Porã.
Até o momento, os familiares ainda não tiveram autorização para rever a criança. A entrega e o reencontro com a mãe dependem do andamento de uma decisão da Vara da Infância e da Juventude, enquanto o caso segue apurado sob sigilo pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Entenda o caso
Conforme relato apresentado pela mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, a aproximação com a principal suspeita, identificada como Suzilaine (37 anos), teve início ainda durante o período de gestação por meio de um grupo de doações na internet. A mulher teria oferecido peças de enxoval, carrinho e um ensaio fotográfico para a recém-nascida, chegando a visitar o imóvel da jovem para entregar roupas.
Posteriormente, a suspeita propôs pagar R$ 100 por uma diária de trabalho como babá de outra criança, autorizando que a jovem levasse a própria filha. A adolescente foi ao endereço indicado acompanhada da irmã, de 12 anos, em uma corrida por aplicativo custeada pela mulher. No local, as jovens relatam terem sido mantidas presas sob ameaça e, horas depois, abandonadas em uma área de mata próxima à Avenida Guaicurus e à UPA Universitária, sem a recém-nascida.
Resgate e prisão no Paraguai
Após mobilização integrada entre as polícias do Brasil e do Paraguai, Ayla foi localizada em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã.
A ação resultou na prisão de Suzilaine e de um homem identificado como Alex, que teria apresentado documentos falsos no momento da abordagem policial. A recém-nascida passou por triagem médica no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero antes de ser repatriada e conduzida de volta à capital sul-mato-grossense. As investigações continuam para esclarecer se outros indivíduos participaram da ação criminosa.

